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Placas de alerta sobre febre maculosa são instaladas em Porecatu e região

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Como forma de alerta sobre a febre maculosa em Porecatu, a Secretaria de Saúde, através da Vigilância Sanitária, instalou várias placas de sinalização em áreas onde há grande risco de infestação do carrapato estrela, transmissor da doença. Logo depois, será realizada também atividades de orientação para os moradores e visitantes dessas áreas de risco. Segundo o agente de Vigilância em Saúde, Roberto Leandro Pires, foi confirmado o primeiro caso de febre maculosa em Porecatu, em 2017. “Sabemos que a vítima visitou a região para pescar. Não podemos afirmar que ele adquiriu aqui ou em outros municípios que margeiam o rio Paranapanema”, explicou.

Roberto contou que as placas foram colocadas em locais estratégicos, como por exemplo, próximas às pontes do Rio Paranapanema, Ribeirinho e em seu entorno. Além disso, os agentes atuarão fornecendo informações sobre a doença e as formas de evitá-la aos pescadores e moradores. “Vamos distribuir folhetos com orientações sobre as medidas que devem ser adotadas no caso de parasitismo por carrapato estrela, principal transmissor da doença para o homem; sintomas da febre maculosa, entre outras orientações”, explicou.

As placas avisam que se algum sintoma aparecer após uma possível picada do parasita, é recomendando que se procure um médico.
Roberto ressalta ainda que locais onde há animais, sua fonte alimentar, podem ter a presença de carrapatos.

Sintomas

Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, dor muscular e manchas avermelhadas na pele. A apresentação clínica inicial é frequentemente inespecífica e pode assemelhar-se a muitas outras doenças. Portanto, é muito importante que o paciente informe o contato em área com possível infestação por carrapatos para que o médico possa pensar em febre maculosa brasileira.

 Orientações para remover o carrapato

Com o auxílio de pinças, segurar o carrapato pela extremidade em que ele se fixa na pele e fazer movimento lento, mas firme, para retirá-lo. É importante evitar segurá-lo pelo meio do corpo.

Na ausência de pinças, isso pode ser feito com as mãos protegidas por luvas ou mesmo papel higiênico. Evitar fazê-lo com as mãos desprotegidas, mas caso não haja outra opção, é melhor retirá-lo mais rapidamente do que aguardar as condições ideais.

Após ter removido o carrapato, desinfete o local da picada e lave as mãos com sabão e água. Não espremer, nem esmagar o carrapato, porque seus líquidos podem conter bactéria (Ricketsia rickettsii). A pele exposta acidentalmente aos líquidos do carrapato pode ser desinfetada com álcool ou com lavagem com água e sabão.

Em casos de infestação intensa, principalmente pelas larvas (micuim), que são dificilmente visíveis, o uso de sabonete à base de deltametrina pode ser mais eficaz do que a retirada manual um a um. Nunca queimar com fósforo ou por gelo ou outras alternativas, elas podem, na verdade, estimular a liberação de líquidos contaminados (linfa) pelos carrapatos.